ophis - mãe solteira 

corpo-instalação

diário coletivo de exposição formato zine

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ASSIM POR DIANTE

 

Ela queria absurdamente mexer naquilo
num lugar que está longe
É sobre como isso é poderoso
Ela fala sobre o até onde
Até onde?
Isso não quer dizer que ela só exista desta maneira
Há uma tensão neste sentido
uma cruz dos eixos
Eu não tenho largura
Uma dor constante que mesmo em um lugar de restrição fala de variedades
Restringe para improvisar
Restringe mas liberta
Abre pelo menos dois caminhos onde nada cessou de existir
Vamos deixar os furos abertos!
Onde as pessoas foram se você não está buscando o jogo deste natural que cause insatisfação? Para terminar aqui mesmo Sombra de Suporte.
Não como coisa que se produz
É de um para outro
Vamos ver se você conhece isso!
Procurar Outro. Levantar pela primeira vez sem nada. Escalar coisas.
Movimento de guincho para suportar o osso, que vai fazer você correr por muito tempo.
Como eu chego ali?
Performances familiares. Feixes no qual a gente pode inserir significado.
Mesmos esta sala tem um mini espelho, tem um chão e ele foi colocado.
Como um senhor de calças bem engomadas.
Mas só se fez o figurino, a maquiagem. Já vai falar outra coisa.
Esse excessivo, falando pela quantidade de coisas que você coloca dentro.
È permitido que não se vá.
Basta olhar por debaixo.
Geralmente o homem e a mulher estão no centro da foto deste tempo histórico.
Eu queria agradecer a minha mãe.
Algo que é um homem. Olho no olho.
Basta eu fazer esta conjugação. Que em si só também já fala.
Uma mulher nua com uma criança mamando.
Performances ambíguas.
È homem ou é mulher?
Mais necessidade.
Ela joga naquilo que não dá trabalho, precisa fazer.
Ela quer ser livre do fardo, mas lhe dá orgulho o lugar do dialogo, respeito e boca.
Com quem desejamos falar?
Vamos fazer escolhas com quem desejamos falar!
Muita intimidade. Aqui já dá.
Mas o objeto do trabalho está fora.
Uma mulher nua e várias pessoas olhando.
Todo mundo está olhando esta mulher nua!
Se vê aqui segurar em várias partes do corpo. Escândalo.
Ela está assim! E você realmente não sabe tanto quanto os homens de terno que está nu. Só se vê por trás. Milhões de coisas. Horrores.
Tanto quanto a foto das pernas cruzadas, quanto em um momento de sedução.
Tá chegando o corpo. É muito perto da putaria.
Se coloca nas coisas dos costumes. E eu ainda não vi nenhuma mãe...
Eu sempre volto pra mostrar que ela não está dando e isto é um abuso sexual!
Mais a menina vai se vestir de rosa, de princesa!
Pode ou não pode?
Qual é a pratica do desejo?
Tinha que se fazer carteira de puta mesmo!
Meu marido tem essa carteira. Um atestado de saúde.
Ele traz aquilo de que é privado, porque ele não tem outro lugar.
Saímos para rua para evitar a morte. Crescimento vertiginoso.
Mas pode ser que eu não veja.
Por que existe este repúdio?
O próprio corpo é abandonado.
O cheiro.
Mãos inchadas.
Estou querendo ficar fora do corpo.
Sempre coisinhas.
Meio assustador.
Como uma foto de família. Eu estava lá, no meio dos mendigos brincando com eles. Quando chega aos nove anos vem o terror. Eu e ela agarrada com a mendiga aos beijos no meio da rua, mas geralmente o pau dele fica de fora. Ele carrega aquele carrinho puxando papelão. Eu sufoco. Vestida pelo nada mais.
Recebo a hóstia e incorporo o corpo divino.
Roupas.
Por que será que estou seguindo este protocolo? Nós não estamos falando de um protocolo simples que vai ser lido como complexo. Ele não procura! Quantos discursos vão aparecer?
Não sei, uma regra é o tempo procurando falar de coisas. Não vai nos informar mas nós vamos ver. Onde eles narram de forma épica esta trajetória. Vestir a máscara de Dionísio e representá-La só depois da morte. Principalmente pela voz.
Soldados do nascimento. Elementos repetidos da trajetória. Espaço alongado a serviço do que se quer que se faça, sobre o único lugar a que isso pertence.
Protocolo que brota pela boca dela o tempo todo pronto a ser usado, objeto intensamente na nossa vista.